Curso Superior de MTC | Centro de Consultas | APAMTC |  Actividades Abertas ao Público | Aluguer de Salas| Contactos  
  Inicio 06-Set-2010 
Menu Principal
Inicio
Apresentação da Escola
Curso Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Áreas da MTC
Parceria com a Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing
Consultas de Medicina Tradicional Chinesa
Actividades Abertas
Contacte-nos
Mapa do Site
ESMTC Login





Esqueceu a senha?
Depoimentos e Entrevistas
Sugerimos
Associação Profissional de Acupunctura e Medicina Tradicional Chinesa (APAMTC)
Sites Recomendados
Notícias
PDF Imprimir e-mail

Entrevista com Xiang Ping

(ex-Reitor da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing)

BeijaFlor – A medicina tradicional chinesa tem o seu fundamento na cultura chinesa. Ela pode ser compreendida por um ocidental?

Xiang Ping –Todas as culturas têm as suas medicinas tradicionais. A medicina tradicional chinesa (MTC) é uma das essências da cultura chinesa mas tornou-se conhecida em todo o mundo pela eficácia do seu tratamento.

B.F. –A Organização Mundial de Saúde considera como iguais a MTC e a medicina ocidental?

X.P.A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem por objectivo promover a saúde na sua globalidade. Neste sentido, dá importância não só à medicina ocidental mas também à medicina tradicional chinesa. Na sede da OMS, em Genebra, existe um departamento para a MTC. Alguns dos seus funcionários trabalham em diferentes regiões da China e do mundo. A MTC é reconhecida e tem grande peso em mais de dez países do mundo, entre os quais, Singapura, Tailândia, algumas regiões da Austrália e do Canadá, América do Sul e África.

B.F. – Mesmo quando não é reconhecida a nível oficial, a MTC é bem aceite pelas pessoas em geral...

X.P. - De facto, a partir dos anos 80-90, a MTC começou a suscitar um interesse cada vez maior por parte das pessoas em geral e também de muitas autoridades governamentais. Em Londres, há mais de um milhar de clínicas de MTC. Algumas delas estão a funcionar em universidades e hospitais. Há dois anos, na Noruega, o ministro da Saúde abriu um debate público para discutir a questão do reconhecimento da MTC. Em Malta, o ministro da Saúde assinou um acordo com a República Popular da China para que, com a ajuda de profissionais da Universidade de MTC de Nanquim, pudesse ser estabelecida uma agenda de tratamento médico naquele país.

B.F. Em Portugal, no ano passado, houve uma proposta de lei apresentada e discutida na Assembleia da República para regulamentar a prática da acupunctura mas não da MTC. O que pensa sobre isso?

X.P.É um processo que leva tempo, naturalmente. Por exemplo, nos EUA, a acupunctura é legal em alguns Estados do Norte. A acupunctura é um tratamento sem drogas e sem efeitos secundários. No que respeita à medicina herbal chinesa, foram levantadas algumas questões quanto à existência de metais pesados e pesticidas nas plantas. Assim, vai ser preciso submeter as plantas a um tipo de preparação, de acordo com as normas internacionais, para abrir o nosso mercado a outros países.

B.F. – Qual é a diferença entre reconhecer a medicina tradicional chinesa ou só a vertente da acupunctura?

X.P.A acupunctura é uma componente essencial da MTC mas é apenas uma parte. É muito importante o reconhecimento de todo o sistema da MTC. O tratamento de acupunctura é baseado na filosofia da MTC. Por isso, sem essa orientação, a acupunctura não consegue preencher o que devia.

B.F. – Na China, a medicina ocidental predomina sobre a medicina tradicional chinesa?

X.P.Nos hospitais, temos mais medicina ocidental do que medicina tradicional chinesa. No entanto, em muitos hospitais, existem departamentos de MTC, porque ela é muito bem aceite pelas pessoas em geral. Os médicos da medicina ocidental podem também prescrever plantas e tratamentos de MTC. Na China, a medicina ocidental e a MTC têm a mesma importância. Eu encorajo os médicos de medicina ocidental a aprenderem MTC e os médicos de MTC a aprenderem medicina ocidental. Ficam aptos a praticar as duas medicinas.

B.F. – Há incompatibilidades entre as duas medicinas?

X.P.As duas medicinas têm um objectivo comum: melhorar o efeito do tratamento para beneficiar os pacientes. Na China, são os médicos jovens, mais virados para a medicina ocidental, que têm mais preconceitos em relação aos médicos da MTC. Mas, normalmente, quando estes jovens ficam mais velhos, passam a adoptar as duas perspectivas. Respeitam-se uns aos outros e dão-se muito bem numa partilha de conhecimentos e práticas. Penso que esta situação está também a acontecer na Europa. Leva tempo. Talvez, no começo, os médicos da medicina ocidental não compreendam a MTC. Mas, gradualmente, vão começando a notar os seus benefícios.

B.F. – Há já muitos casos destes...

X.P. - A Dra. Wang Lingling é uma perita em acupunctura. Nas conferências que tem dado em muitos países europeus, a maioria dos participantes são médicos da medicina ocidental, interessados em conhecer a MTC. Têm necessidade de aprender novos métodos de tratamento para beneficiar os seus pacientes.

B.F. –A medicina tradicional chinesa é um reflexo da cultura chinesa?

X.P. - Não é um reflexo. A MTC tem a sua base na cultura chinesa. É uma espécie de integração do pensamento filosófico chinês. A MTC está intimamente ligada à matemática, física, química, astronomia, biologia, bem como à música, dança, literatura e muitas outras disciplinas. Aconselhamos todos os estudantes chineses de MTC a lerem "O Livro do Imperador Amarelo", que é uma espécie de enciclopédia da cultura chinesa. O mesmo acontece com os estudantes estrangeiros. Se não tiverem qualquer ideia da cultura chinesa, ser-lhes-á mais difícil apanhar o sentido profundo da MTC.

B.F. – Como é que a cultura chinesa enquadra o ser humano no mundo?

X.P. – Os seres humanos têm uma relação muito estreita com o meio ambiente natural, a sociedade e a natureza. Mas, isto é uma afirmação em termos gerais, pois não é possível explicar em algumas palavras todos os aspectos da cultura chinesa. E, de facto, mesmo em algumas explicações, nem sempre estamos a falar dos mesmos conceitos. Na cultura chinesa, conceitos diferentes têm significados diferentes em lugares diferentes e épocas diferentes. Isto cria, por vezes, dificuldades na sua tradução para uma língua ocidental. Por exemplo, toda a medicina tradicional chinesa tem por base o conceito de Yin e Yang. O passado é Yang e o futuro é Yin. Quanto ao presente, ele pode ser yin mas também yang.

B.F. – Considera benéfica a interacção entre MTC e medicina ocidental?

X.P. – As duas medicinas têm aspectos positivos e aspectos negativos. A medicina ocidental baseia-se em análises e radiografias, e não aborda o todo orgânico. Produz também muitos efeitos secundários, tóxicos A medicina tradicional chinesa trata o todo orgânico, e é eficaz na regulação de todo o corpo. É natural e mantém a sua ligação à natureza. Assim sendo, penso que a combinação das duas medicinas seria perfeita e muito benéfica para as pessoas.

B.F. – Veio a Portugal para entregar os primeiros diplomas de licenciatura de MTC conferidos pela Universidade de Nanquim. É um momento importante para a Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa de Lisboa...

X.P. - Estamos aqui para dar apoio ao José Faro e à Deolinda Fernandes, que têm desenvolvido um trabalho muito importante na Escola Superior de MTC. Queremos também dar a conhecer a MTC a todas as pessoas interessadas e, se possível, conseguir um apoio do Governo.

 

Em destaque

PRÉ-ESTÁGIOS 2010-2011

"A adaptação do ensino da MTC ao Ocidente"

.

cadernoprimavera01.jpg

Mantenha-se saudável na Primavera

 

 

Guia do Aluno

Gabinete de Apoio ao Aluno e Professor

Associação de Estudantes da ESMTC

Curso Superior de Medicina Tradicional Chinesa*
*Não reconhecido oficialmente em Portugal

 
: Inicio :: Apresentação da Escola :: Curso Superior de Medicina Tradicional Chinesa :: Áreas da MTC :: Parceria com a Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing :: Consultas de Medicina Tradicional Chinesa :: Actividades Abertas :: Contacte-nos :: Mapa do Site :

Powered by VOGITA